Crises de enxaqueca podem durar de 72 horas a 15 dias

Conhecida popularmente por enxaqueca, a migrânea é considerada uma doença multifatorial, determinada por um distúrbio neurovascular crônico, com crises que podem durar até 15 dias. Dores de cabeça latejantes e pulsantes, geralmente unilateral, acompanhada de náusea e vômitos, visão embaçada e hipersensibilidade à luz e sons são sintomas da enxaqueca. De acordo com o neurologista do Hospital Santa Luzia, Dr. Ronaldo Maciel Dias, o distúrbio tem uma determinação genética. “A doença afeta grupos com predisposição genética. Já os fatores externos vão desencadear os sintomas ao longo da vida das pessoas”, afirma.

Alguns hábitos colaboram para o surgimento dos sintomas, como alimentação desequilibrada, problemas no sono, sedentarismo, tabagismo, entre outros. Para quem não abre mão de ingerir bebidas alcoólicas, o especialista faz um alerta: o vinho é uma das principais fatores que desencadeia uma crise de enxaqueca. A doença afeta mais as mulheres do que os homens, mas pode ocorrer em qualquer idade, manifestando-se com maior frequência em adolescentes e adultos jovens. Segundo Dias, estudos apontam a interferência dos hormônios femininos para o agravamento dos sintomas.

As crises agudas variam entre 4 e 72 horas de dor contínua e causam danos psicológicos, que podem agravar a situação do paciente, tornando a dor insuportável. Para os grupos de risco, como fumantes, mulheres que ingerem anticoncepcionais à base de hormônios e alcoólatras, é recomendado tomar mais cuidado. As vítimas de enxaqueca que se encontram em algum desses grupos de risco são mais suscetíveis a sofrer um Acidente Vascular Cerebral (ACV).

“O diagnóstico é puramente clínico, não há imagens e exames para detectar a doença”, explica Dias. “Ao sinal dos primeiros sintomas, a pessoa deve sempre procurar um médico, para que o especialista avalie a especificidade do caso e prescreva a medicação mais indicada”, enfatiza. O tratamento deve ser acompanhado por medicações e consultas médicas, para que haja um monitoramento do quadro clínico do paciente. “Já para amenizar os sintomas, as vítimas da enxaqueca devem procurar seguir hábitos saudáveis”, dá a dica.

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