Diniz detalha porque não tira Daniel Alves do time

O São Paulo perdeu a chance de encostar de vez nos líderes do Campeonato Brasileiro. O Tricolor até começou jogando bem, mas acabou caindo de produção durante a partida e não tirou o 0 do placar diante do Grêmio, na noite do último sábado (17), no Morumbi, em jogo válido pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva depois do embate, Fernando Diniz afirmou que não gostou do que viu, avisa que seu time pode render muito mais e por fim criticou o desempenho da arbitragem, que segundo o comandante parou muito o jogo.

“Achei um jogo ruim. Fizemos uns 20 ou 25 primeiros minutos bons. Depois andamos pra trás. O Grêmio cresceu um pouco no jogo. No segundo tempo não conseguimos jogar. Tivemos muitos erros de passe. O Grêmio teve marcação alta e tivemos dificuldade para sair. Não conseguimos fazer um bom jogo de construção. Em contrapartida conseguimos marcar bem na frente, quando marcou atrás conseguimos também. O jogo foi muito travado também. Muita falta, o juiz não acelerou. Ficou um jogo ruim de se assistir, principalmente no segundo tempo”, disse o treinador.

Fernando Diniz também comentou sobre Daniel Alves. Para o comandante, o meio-campista fez uma partida correta e assim como os demais acabou errando mais passe do que devia, em um jogo que o próprio considerou que todos estavam bem abaixo do que podia entregar. Vale lembrar que o atleta é um dos únicos jogadores que são substituídos pela comissão técnica. Em 2020, Daniel Alves foi substituído em apenas um dos 25 jogos com Fernando Diniz: na vitória por 1 a 0 sobre o Athletico-PR, no dia 26 de agosto, quando sofreu uma fratura no antebraço. Diniz explicou os motivos por não tirar o medalhão de campo.

“Consegue entregar. Ele é uma referência mundial na minha visão. Quando a gente joga bem ele joga bem. E eu não tiro porque ele produz muito para o time. E mesmo quando não produz tecnicamente ele faz de outras formas. Quando achar que tenho que tirar vou tirar. Não é que ele não sai dos jogos. Ele não sai dos treinamentos. Ele não sai um dia do treinamento”, analisou Fernando Diniz, que continuou apontando várias qualidades do camisa 10 do Tricolor.

“Ele tem 37 anos, mas você vê o GPS dele e o número de ações intensas, é um cara que a gente fica pela idade. Tem de ver o que ele corre. Ele pode errar tecnicamente, mas sempre entrega para o time. Termina o treino ele continua treinando. Ele chega antes, treina e depois continua. É um exemplo de profissional, uma referência técnica do time e de personalidade. É importante que ele esteja no campo quase sempre e por isso se mantém. Tem minha total confiança”, completou

Fonte :
Bola Vip

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