Eleições em BH: Kalil defende ajuda ao setor audiovisual no pós-pandemia

Eleições em BH: Kalil defende ajuda ao setor audiovisual no pós-pandemia

Candidato à reeleição, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) disse que é preciso ajudar o setor audiovisual em Belo Horizonte, mas que ainda não sabe como. Segundo ele, a incerteza quanto à possibilidade de uma segunda onda do novo coronavírus dificulta qualquer previsão sobre o futuro.

Nos compromissos de campanha, Kalil tem adotado o tom de que o papel da prefeitura no pós-pandemia será de ajudar os diferentes setores econômicos a se recuperarem e voltarem a gerar empregos, o que ele diz que será sua prioridade em um eventual segundo mandato.

Esse discurso foi repetido para donos de bares e restaurantes, produtores de eventos e, nesta sexta-feira (16), para produtores audiovisuais em um encontro no bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Em entrevista coletiva antes da reunião, Kalil disse que não planeja conceder grandes incentivos para o setor audiovisual em Belo Horizonte, mas que é preciso continuar os ajudando.

“Eles já têm incentivo. […] Agora, nós temos que ajudar esse pessoal que foi tão sacrificado. Como? Hoje eu não sei. Dado o que eu estou assistindo na Europa, hoje eu não sei nem se bar vai ficar aberto. Se cinema vai ficar aberto”, disse o atual prefeito.

Segundo Kalil, em seu governo, a Secretaria de Cultura foi recriada e R$ 10 milhões foram destinados para o audiovisual. Além disso, ele destacou a criação da BH Film Comission, comissão cujo objetivo é desburocratizar os trâmites e acelerar a autorização para usar os espaços públicos da capital mineira nas filmagens.

Adotando novamente a perspectiva da geração de empregos, Kalil disse que não se preocupa com os grandes produtores, mas com todos os trabalhadores do setor, desde o cinegrafista até o “cara que bate a claquete”.

“Então nós não estamos aqui atendendo a meia dúzia de gente que tem até colchão para guardar e agora vai ter que gastar um pouco não. (Estamos atendendo) É o povo sofrido que pega o cabo e arrasta para filmar”, disse.

Inteligência na reabertura

Kalil também comentou sobre o decreto publicado nesta sexta-feira (16) no Diário Oficial do Município que autoriza a reabertura dos cinemas, teatros e casas de espetáculo a partir do próximo dia 31 de outubro.

De acordo com ele, a abertura precisa seguir um protocolo rígido. Ele explicou que a principal preocupação dos especialistas em relação aos cinemas não é a dificuldade de se manter o isolamento social, mas sim o uso do ar-condicionado.

Mais uma vez, Kalil expressou receio de que a segunda onda do novo coronavírus que atinge a Europa se repita no Brasil.

“Nós vamos abrir com pipoca, com coca-cola. Não adianta abrir de mentira, nós vamos abrir de verdade. E aquilo que tá todo mundo vendo acontecer na Europa, se a gente não seguir um protocolo rígido, nós não vamos chegar no Natal. Então eu quero que todos respeitem”, disse Kalil.

“Então vamos ter inteligência, pelo menos dessa vez, de não deixar o que nós assistimos acontecer na Europa, bater na nossa cara aqui no Brasil. Não é questão de genialidade não. É de inteligência mediana”, disse Kalil.

Em outra iniciativa, a Prefeitura de Belo Horizonte já autorizou a ocupação dos espaços públicos da cidade pelo setor cultural. A proposta consta do plano de governo de Kalil, que quer incentivar atividades ao ar livre.

“Isso já está autorizado em decreto. Que é muito melhor que o cinema, tá?  É muito melhor botar um telão e sentar todo mundo na Praça da Savassi para assistir um filme. Infectologicamente, é muito melhor”, disse.

Política da boa vizinhança

A reunião de Kalil com o setor audiovisual nesta sexta-feira (16) aconteceu em uma produtora no bairro Santo Antônio, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Curiosamente, a produtora fica em frente à residência de um dos adversários dele na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, o candidato Rodrigo Paiva (Novo).

Ao saberem da presença de Kalil no local, Paiva e a esposa, Wanessa Cabidelli, atravessaram a rua para tentar falar com o atual prefeito. Porém, no momento, Kalil estava em reunião. O candidato do Novo até esperou por alguns minutos, mas logo deixou o local para cumprir compromissos de campanha que já estavam agendados.

“A reunião não tinha acabado e eu tinha um compromisso, então não o encontrei pessoalmente. O prefeito reclamou que nenhum candidato tinha procurado ele. Ele foi lá na frente da minha casa então fui lá fazer a política da boa vizinhança”, disse Paiva.

Fonte :
o tempo jornal de BH

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