Pastor adota menina estuprada pelo pai e é preso por cometer o mesmo crime

Pastor evangélico, que também é guarda municipal, adotou menina que era abusada pelo pai e acabou preso por cometer o mesmo crime. Esposa do pastor torturava a criança e obrigava a menina a ler a Bíblia como punição por ser estuprada

Um pastor evangélico de 50 anos foi preso na última quarta-feira (30) em Ponta Grossa (PR) por estuprar a sua filha adotiva de 13 anos. Segundo a Polícia Civil, o homem também é Guarda Municipal e estava foragido há dois meses, desde que foi denunciado.

O pastor decidiu adotar a menina após saber que ela era estuprada pelo pai biológico — que está preso desde 2019. O religioso e a esposa conquistaram a guarda provisória da menina logo em seguida, mas a criança decidiu voltar a morar com a mãe em julho de 2020.

Quando a filha retornou, a mãe percebeu que havia algo de errado. Um dia, ao chegar em casa e flagrar o pastor na cama com a menina, ela decidiu registrar um Boletim de Ocorrência.

Todos moravam em Capivari, no interior do estado de São Paulo. Depois de ser denunciado, o pastor fugiu com a esposa para o Paraná. Os nomes dos criminosos não foram divulgados.

Tortura e leitura da Bíblia
Segundo as investigações, a esposa do pastor bateu na menina de 13 anos com um dos celulares que o marido havia dado para a enteada. O aparelho ficou danificado.

Ainda de acordo com a polícia, a madrasta praticava tortura física e psicológica contra a menina. Como punição por ser estuprada pelo homem, a criança era obrigada a passar horas lendo a Bíblia. A menina também ficava trancada dentro do quarto e sofria agressões físicas.

Dentro de casa
Um boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde informou recentemente que a maioria dos casos de violência sexual ocorre dentro de casa e os agressores são pessoas do convívio das vítimas, geralmente familiares. O estudo também mostra que a maioria das violências é praticada mais de uma vez.

“Para mudar este cenário é importante criar ambientes que sejam acolhedores e inclusivos nos espaços frequentados pelas crianças e adolescentes, nas famílias, escola, igrejas… Um trabalho de prevenção se faz com informação, especialmente sobre o funcionamento do corpo, a construção da sexualidade, visando empoderar nossas crianças”, afirma Itamar Gonçalves, da ONG Childhood Brasil.

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