Prass volta ao Allianz pela primeira vez por um time adversário

Prass volta ao Allianz pela primeira vez por um time adversário

Pela primeira vez na história do Allianz Parque, Fernando Prass estará em campo, mas não com a camisa do Palmeiras. Agora pelo Ceará, o goleiro de 42 anos enfrenta o Verdão hoje (3), às 19h, para provar que a saída foi motivada muito mais por problemas com o ex-diretor Alexandre Mattos, agora no Atlético-MG, do que por falta de desempenho. A partida é válida pela 13ª rodada do Brasileirão.

 

 

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Dono de 274 partidas entre 2013 e 2019 pelo Palmeiras, o ex-camisa 1 alviverde é o personagem de um dos maiores momentos da arena, inaugurada no fim de 2014: com o seu gol de pênalti, o Verdão conquistou a Copa do Brasil de 2015. Ele ainda fez parte das conquistas do Brasileiro em 2016 e 2018 e é o segundo atleta com mais partidas no estádio: 86.

Ídolo incontestável, Fernando Prass nunca foi dos jogadores mais próximos de Mattos. A relação distante fez as negociações para renovar contratos mais arrastadas do que o comum, mas as rusgas só se tornaram públicas no fim das passagens dos dois. Como revelou o UOL Esporte na época, o Verdão anunciou no fim de 2018 ter renovado com Prass e Jailson por um ano, mas deu dois anos ao atual camisa 42. O assunto chegou a ser discutido internamente e Mattos sempre negou. Ainda que tenha dito não ter saído com mágoas, Prass aparou arestas com o ex-diretor até durante a pandemia.

Depois de assistir a Mattos dar sua versão para a escolha de não continuar com Prass, o goleiro e o atual diretor do Galo tiveram uma conversa “dura” no telefone, em abril. Mesmo com a titularidade de Weverton, Prass permanecia como figura importante no vestiário e líder em assuntos ligados ao grupo em discussões com a diretoria. No fim de sua passagem, ele mostrava descontentamento por ser mantido “escondido”, em alguns momentos sem nem poder dar entrevistas.

O clube até poderia ter revertido a decisão sobre o futuro do goleiro, já que Mattos acabou demitido. A diretoria, porém, entendeu que Prass e Jailson tinham níveis parecidos e preferiram ficar com Jailson, hoje com 39 anos, e reintegrar Vinicius Silvestre.

Prass recebeu uma placa e uma camisa enquadrada do presidente Maurício Galiotte, em uma despedida que muitos torcedores consideraram mais modesta do que deveria. A relação do ídolo com a torcida, contudo, segue próxima: ele ainda hoje é frequentemente assediado para dar autógrafos a palmeirenses, que são também a maioria de seus seguidores nas redes sociais. No aniversário do clube, em 26 de agosto, o Palmeiras lançou o documentário “A construção de uma história”, e Fernando Prass foi um dos entrevistados.

 

 

“Cheguei em um momento muito difícil, e o Palmeiras, com colônia italiana muito forte, as pessoas parecem que se abraçam. Eu senti que todo mundo se abraçou para sair desta situação. Para mim foi maravilhoso viver isso, porque pude chegar no começo da reestruturação, passar as dificuldades e depois colher os frutos. Na época de conquistas, de abundância. Isto cria ainda mais este vínculo e desperta este sentimento”, afirmou no documentário.

Fonte :
Verdão Web, Verdão Web

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