Falta de criação e ideias ao Palmeiras de Luxa

Vanderlei Luxemburgo foi anunciado no Palmeiras em dezembro de 2019 com a missão e o discurso de mudar o jeito de jogar da equipe palestrina, que vinha de um trabalho ruim de Mano Menezes e um desgaste de Luiz Felipe Scolari. Além da proposta do futebol vistoso, entrava em pauta também a utilização dos promissores atletas da categoria de base.

 

Muito embora o discurso proposto seja esse, nove meses após a chegada do comandante, a estratégia parece não ser utilizada e os erros dos anos anteriores se repetem. Ao comparar Luxemburgo com o trabalho de Mano Menezes, o último antes de sua chegada, fica clara a falta de evolução e a mesmice de ideias.

Em números retirados do site de estáticas ‘SofaScore’, o Palmeiras aparece apenas na 13º colocação na tabela de grandes chances criadas, abaixo de equipes como Botafogo, Bahia e Red Bull Bragantino, três que atualmente ocupam a zona de rebaixamento na competição. Já nos passes, uma estatística gritante chamou atenção diante do Grêmio na décima rodada do Brasileirão. Apenas 77% de precisão nos passes, números que novamente não condizem com o futebol proposto no discurso do treinador.

Vale ressaltar que até mesmo a defesa vem sofrendo com problemas, apesar de toda a qualidade técnica. Desde a conquista do título estadual, no dia 08 de Agosto, a equipe passou apenas três das treze partidas sem tomar gols. Além do mais, cedeu empates que custaram caros por erros individuais e também de posicionamento, como o marcado tento marcado por Pedro na partida de domingo após falha de Felipe Melo.

Dificuldades contra o Flamengo

No jogo diante do Flamengo, que contava com mais de 20 desfalques entre lesionados e contaminados pelo novo Coronavírus, o Palmeiras não soube criar diante de uma equipe que defendia em bloco baixo e mostrou novamente a falta de organização tática presente no trabalho de Vanderlei.

O marasmo de criatividade ficou evidente. Não existiu nenhuma movimentação ou mecanismo para buscar a criação de jogadas. Nem mesmo a ideia de jogar com Lucas Lima aberto na direita abrindo o corredor para o lateral Marcos Rocha foi bem executada. Como bem enxergamos na imagem abaixo, o meio campo ficou distante do ataque, dificultando os passes, travando o jogo.

 

Muito por conta disso, o Palmeiras virou dependente do futebol proposto pelo adversário para jogar bem, encontrando dificuldades diante dos blocos baixos e mais facilidade quando tem espaço para roubar a bola e partir em velocidade com Rony, Wesley ou Veron.

 

A falta de aproximações e mecanismos para a criação ofensiva faz com que a equipe use e abuse de bolas longas e excessivos cruzamentos. Na partida diante do Flamengo, foram 29 tentativas e apenas 3 acertos em cruzamentos, enquanto o número de bolas longas ultrapassou a marca de 50.

Outra prova da falta de criação no meio campo são as finalizações. 13 das 17 foram realizadas de fora da área, números que evidenciam que não existe aproximação entre o meio e o ataque. O centroavante Luiz Adriano, mais uma vez isolado, conseguiu completar apenas 9 passes certos e 20 toques na bola, sendo geralmente cercado por mais de um atleta adversário. Apesar de tocar pouco, conseguiu encaixar quatro passes chaves e a assistência do gol alviverde.

 

Além do camisa 10, o grande ponto positivo foi Patrick de Paula. O camisa cinco foi quem mais buscou ativar Luiz Adriano no ataque. Além disso, sua imposição física e inteligência foram importantes nos duelos defensivos. Em números, Patrick acertou 80% de suas ações no jogo (72/90), com 90% de precisão nos passes, nove acertos em dez bolas longas, além de três finalizações e 8/13 disputas vencidas.

Fonte :
Verdão Web, Verdão Web

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