Irmã achou corpo de menino sumido após ver chinelo na casa do suspeito

Homem começou a morar no bairro Gleba, onde a família do menino mora, há cerca de dois meses. Foram encontradas cordas e manchas de sangue na casa do suspeito.

O corpo do adolescente Iury Júnior Pereira Silva, de 14 anos, foi encontrado pela irmã após a jovem ver o chinelo dele na casa do principal suspeito do crime em São Vicente, no litoral paulista. O homem mora no bairro Gleba, onde a família do menino vive, há cerca de dois meses. O garoto ficou desaparecido por três dias, e familiares iniciaram uma campanha nas redes sociais para tentar encontrá-lo. A Polícia Civil informou ao G1 que tenta identificar o suspeito.

Segundo o boletim de ocorrência, a irmã do adolescente informou aos policiais militares que o irmão estava desaparecido há três dias, e, segundo relatos, foi visto pela última vez com um morador novo no bairro. Ela, junto com outros voluntários da região, começaram a procurá-lo e encontraram o suspeito em frente à própria residência.

Segundo relato da irmã, ele permitiu a entrada na casa, onde ela encontrou um chinelo que Iury usava. Após os moradores pressionarem o suspeito, ele disse que a vítima estava no quintal da casa. A irmã foi até o local, onde localizou o corpo do adolescente, parcialmente enterrado. Além do corpo, os policiais encontraram uma grande quantidade de cordas e manchas de sangue em uma das paredes.

Os policiais informaram que, ao chegarem no local, o homem não se encontrava, e no interior da casa os móveis foram depredados e quebrados. A equipe procurou vizinhos do suspeito, que não souberam informar sua identidade, já que o conheciam apenas por um apelido. Eles alegaram que o homem morava no bairro há cerca de dois meses.

“Esse homem veio para o bairro há pouco tempo, não sabíamos como eles se conheciam. Meu filho tinha 14 anos e era meu caçula”, desabafa a Valquíria Inacio Pereira, mãe de Iury. Em entrevista ao G1, ela pediu justiça pelo adolescente.

“Quero que a polícia ache quem fez isso com meu filho. Ele era uma criança, inteligente, nunca repetiu de ano. Na terça falou que entrou no concurso para ganhar bolsa para treinar e entrar para a polícia. Eu fiquei muito feliz, pensando no futuro dele”, desabafa Valquíria.

O caso foi registrado como homicídio simples e ocultação de cadáver na Delegacia Sede de São Vicente. Em nota, a Secretaria de segurança Pública (SSP), informa que o caso é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios da Deic de Santos, que realiza diligências para localizar o dono do imóvel onde o jovem foi encontrado.

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