Rei da invencibilidade e Rei dos empates, os dois momentos de Luxa no Palmeiras

O Palmeiras não perde há dezesseis partidas, mas empatou oito destes jogos. Como disse Felipe Melo, depois de ganhar do Campeonato Paulista, é difícil ganhar do Palmeiras. O problema é que, às vezes, também é difícil o Palmeiras ganhar.

 

 

A defesa menos vazada do Brasil, na comparação com todos os times da Série A, sofreu apenas 19 gols em 30 partidas. O Inter levou 21, o Atlético-GO, 22. Mas o que chama a atenção é que não perder não faz subir nas tabelas. Que o diga a classificação da Libertadores, onde o Palmeiras é o melhor, porque ganhou todas.

No Brasileirão, Luxemburgo 2020 lembra Luxemburgo 2011. Naquela temporada, o Flamengo foi campeão carioca invicto e chegou à 16ª rodada do Brasileirão sem derrota, dirigido por Luxemburgo e com um único entrave na temporada, a eliminação da Copa do Brasil pelo Ceará. Belo entrave.

Quando caiu no Brasileirão, caiu bem: 1 x 4 para o Atlético-GO, no Engenhão.

A invencibilidade do Flamengo de Luxemburgo era sinal de um time, de fato, difícil de ser batido. Foi o clube menos vencido no Brasileirão 2011, com sete derrotas. O Corinthians, campeão, perdeu nove vezes. Os 16 empates e 15 derrotas levaram o time de Luxemburgo — e Ronaldinho Gaúcho — à Libertadores, apenas na quarta colocação.

Foi diferente, por exemplo, em 1994, quando também foi o último invicto, mas caiu na 14ª rodada com 12 vitórias e dois empates. Terminou campeão.

 

O risco do Palmeiras deste ano parece o mesmo. É um time seguro, forte, mas sem ataque. Vai empatar muito e vencer pouco. Quem vence pouco não ganha o Brasileirão e pode cair com uma derrota simples num mata-mata.

Fonte :
Verdão Web, Verdão Web

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