Vizinho ouve gritos de socorro e mata suspeito de fazer família refém durante assalto em sítio

Vizinho ouve gritos de socorro e mata suspeito de fazer família refém durante assalto em sítio

Hevesson Vasconcelos foi morto a tiros após vizinhos ouvirem gritos de socorro de vítimas de assalto, em Epitaciolândia. Homem usava máscara de palhaço.

Com ele foram encontrados os pertences das vítimas, uma espécie de algemas para amarrar os moradores e duas máscaras de palhaço.

Ao G1, o delegado responsável pelas investigações, Luis Tonini explicou que Vasconcelos tinha ido à propriedade dez dias antes do crime, percebeu que a família tinha arma e que o dono da casa tem uma deficiência física. Na noite de terça, o suspeito voltou ao local e fez a família refém.

“Ele era de Rio Branco e acredito que tenha observado a limitação do dono da casa e viu a arma. Adentrou a residência, estava armado com um revólver, agrediu a família, era um casal e três filhos, só que o dono da casa conseguiu fugir porque dorme na varanda”, complementou o delegado.

Após entrar, o suspeito foi até o quarto onde a mulher dormia com uma das filhas e agrediu as vítimas. As outras crianças correram e pediram ajuda na vizinhança.

“Pessoas que passaram próximo perceberam a ação criminosa e ajudaram. A pessoa que atirou foi identificada, tem um advogado presente e quer fazer a apresentação dele. O outro vizinho relatou ter ouvido gritos da casa e foram até o sítio. Já ouvi a família toda e relataram isso também”, destacou.

Tonini revelou que a dona da casa ficou bastante machucada porque foi atingida com algumas coronhadas na cabeça. A polícia descobriu também que o suspeito atirou algumas vezes contra as vítimas, mas a arma falhou.

“Ele roubou uma espingarda, estava com duas máscaras de palhaço, algumas pulseiras de plástico usadas para amarrar canos são usadas como algemas. Ele premeditou a ação criminosa. A gente investiga e não descarta nada, mas, a princípio ouvindo os vizinhos e as vítimas, nos leva na questão do assalto com legítima defesa”, reafirmou.

O delegado acrescentou que vai aguardar o vizinho se apresentar para esclarecer a situação. Segundo ele, o homem não deve ser indiciado, mas precisa explicar sobre a arma usada para atirar no suspeito.

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