‘Criaram uma ilusão de que as pessoas estariam protegidas em casa’, esclarece médico

‘Criaram uma ilusão de que as pessoas estariam protegidas em casa’, esclarece o médico Osmar Terra

O deputado federal, médico e ex-ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, participou do Boletim da Manhã na sede do Terça Livre, nesta sexta-feira (28), e esclareceu pontos importantes referentes ao novo coronavírus. Lamentou, ainda, dizendo que “criaram uma ilusão de que as pessoas estariam protegidas em casa”.

Ainda em março deste ano, o ex-ministro afirmou assertivamente que o pânico e exagero não reduzirão a propagação da epidemia do vírus chinês, mostrando sua preocupação com o pânico disseminado na população. Para ele, ainda naquela época, medidas simples de cuidados individuais e desinfecção do local de trabalho e estudo, com isolamento em caso de doença, seriam suficientes.

“Tenho trabalhos publicados em todas as pandemias que ocorreram, principalmente nas últimas. Sobre a suspensão de aulas, não adianta nada. Isso é mais para um gestor falar que está fazendo alguma coisa, do que para ajudar a população”, comentou o ex-ministro na entrevista de março.

Agora, o médico voltou a confirmar todas as medidas já ditas, constatando que poderiam ser tomadas até mesmo de formas mais brandas. “Qualquer epidemia/pandemia tem um prazo para começar, chegar no pico e terminar, e quarentena e lockdown não interferem nesse praso”, declarou Terra.

“O Covid tem uma letalidade de 0,2%”, ou seja, 99,8% dos que contraem o vírus não devem morrer, tomando os devidos cuidados, como o uso precoce da hidroxicloroquia.

“Os países que entenderam que o ciclo do vírus ia acontecer de qualquer forma, eles se preparam com cuidados individuais e mantiveram todas as atividades – que é o caso da Suécia. […]  E que, no dia de hoje, ela possui uma mortalidade menor do que a do Brasil”, comentou o médico.

Completou, ainda: “a Suécia, com tudo aberto, teve o mesmo grau de infecção entre as crianças na escola quando comparado com a Finlância, que fechou tudo”, e são países fronteiriços.

O ex-ministro também se atentou para as necessidades econômicas causadas pela Covid: “se não fosse esse auxílio de R$ 600 que o presidente está dando, mais de 50 milhões de brasileiros estariam passando fome”. Com isso, “o presidente repassou o maior valor já repassado na história para os municípios e estados, para o enfrentamento na área da saúde; foram mais de R$ 250 bilhões”, garantindo, assim, a sobrevivência de dezenas de milhões de brasileiros.

Sobre as diferenças entre o H1N1 e novo coronavírus, o médico esclareceu que “o H1N1 tem o mesmo nome que a gripe espanhola, que matou 50 milhões de pessoas, sendo quase um irmão gêmeo. Quando ele entra no pulmão, ele não dá uma pneumonia, mas destrói, dando uma hemorragia; as pessoas morrem afogadas em sangue, é uma tragédia. Ele é muito mais violento, quando entra no organismo, do que o coronavíros, porém ele contamina de forma mais lenta”.

O cientista Karl Friston, um dos maiores e mais reconhecidos cientistas na Europa, fez um cálculo analisando dados de países como Itália, Espanha, Inglaterra e Suécia, chegando à conclusão de que “70% a 80% da população são imunes a esse vírus”. Notaram, inclusive, que “em Madrid a curva foi feita quando somente 6% da população foi infectada; Suécia, 10%.”

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