Perícia encontra sangue em cozinha de apartamento de menino que caiu da janela

Polícia Civil não trabalha, inicialmente, com hipótese de homicídio; garoto de 9 anos havia discutido com a mãe momentos antes

Peritos da Polícia Civil encontraram vestígios de sangue na cozinha do apartamento em que morava o menino de 9 anos que morreu após cair da janela. O caso ocorreu nesta quarta-feira (19), no Bairro Santa Lúcia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Segundo o delegado Vinícius Augusto de Souza Dias, da 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil – Sul, a corporação irá analisar o material encontrado. O objetivo é saber se o sangue é da criança ou do frango que a empregada cozinhava naquele momento. “Vamos identificar se é sangue humano e qual a origem”, garantiu o chefe das investigações.

A Polícia Civil, inicialmente, não trabalha com a hipótese de homicídio. M.A.S. morreu após passar pela tela que protegia uma das janelas de um apartamento do 4° andar do edifício e cair de aproximadamente 13 metros de altura.

Segundo os bombeiros, quando as equipes chegaram, o menino já estava morto. Segundo a polícia, ele morava com a mãe, A., o pai, R.F.S, ambos de aproximadamente 45 anos, a irmã, de 18, e a avó. No momento do incidente, apenas a empregada doméstica estava no local.

Discussão

De acordo com a polícia, a criança teria discutido com a mãe pouco antes do episódio. Ela teria chamado a atenção do filho por estar muito tempo envolvido em atividades no computador. A mulher então desligou o aparelho e o tirou do quarto da criança, o que teria deixado o menino irritado. Em seguida, ela saiu de casa para levar a avó do garoto a uma consulta médica.

M.A.S. aproveitou a brecha para tentar sair do edifício, mas foi barrado pelo porteiro. Ele então voltou para casa e, pouco tempo depois, foi visto já desacordado na calçada pela empregada. Ela teria ligado para o pai da criança e acionado a PM.

Muito abalada, a mãe chegou a ser levada ao hospital, em estado de choque. A irmã da criança, de 18 anos, também ficou muito abalada, assim como a funcionária da família, que precisou ser amparada por vizinhos. Ela relata que fazia o almoço e cuidava dos afazeres da casa no momento da queda.

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